Bruxismo e dor na mandíbula por abuso narcisista: por que você range os dentes

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Dr. Anderson Contaifer

Médico especialista em Clínica Médica (CRM-SC 24.484 | RQE de clínica médica 18.790), com formação pela EMESCAM (Escola de ciências Médicas da Santa Casa de Misericórida de Vitória - ES) e titulação em clínica médica pela SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica). Atua na recuperação médica e emocional de vítimas de abuso narcisista, produzindo conteúdos educativos nas redes sociais. Criador do Programa Quebrando as Algemas, curso para recuperação do abuso narcisista. Possui mais de 200 mil seguidores em redes sociais, criador do Blog Quebrando as Algemas que oferece conteúdo baseado em evidências científicas sobre narcisismo patológico, gaslighting, trauma bonding e TEPT-C. Possui Certificado de Excelência Doctoralia 2025.

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Dr. Anderson Contaifer (CRM-SC 24.484, RQE 18.790), médico especialista em Clínica Médica, atende por teleconsulta pacientes com repercussões físicas e emocionais do abuso narcisista em todo o Brasil.

As repercussões do abuso narcisista no corpo (insônia, taquicardia, fadiga, alterações de sono e peso) têm avaliação e acompanhamento médico.

Dr. Anderson Contaifer · Médico Especialista em Clínica Médica · CRM-SC 24.484 · RQE 18.790 · Teleconsulta (qualquer lugar do Brasil e do mundo)

Definição rápida

O bruxismo é o ato de ranger ou apertar os dentes, com força, geralmente de forma involuntária e principalmente durante o sono. Em quem sofreu abuso narcisista, ele é muito comum, porque o estresse crônico mantém a musculatura da mandíbula em tensão contínua, mesmo dormindo. O resultado costuma ser dor na mandíbula e na articulação (ATM), dor de cabeça ao acordar, dentes desgastados ou sensíveis, estalos ao abrir a boca e travamento. Não é mania nem falta de cuidado com os dentes: é o corpo descarregando à noite a tensão que não teve como escapar durante o dia.

Muita gente que saiu de um relacionamento abusivo descobre o problema pelo dentista, que aponta os dentes gastos, ou acorda todo dia com a mandíbula travada e dor de cabeça, sem entender por quê. A pessoa dorme e, ainda assim, acorda cansada, com o rosto dolorido, como se tivesse “trabalhado” a noite inteira. E de certa forma trabalhou: a musculatura ficou apertando por horas. Este artigo explica a ligação entre o estresse do abuso e o bruxismo, e o que dá pra fazer.

O que é bruxismo, na definição médica

Atendimento médico

As repercussões do abuso narcisista no corpo (insônia, taquicardia, fadiga, alterações de peso e sono) têm avaliação e acompanhamento médico. O Dr. Anderson Contaifer, médico, especialista em Clínica Médica (CRM-SC 24.484, RQE 18.790), atende por teleconsulta para todo o Brasil. Cada consulta é uma avaliação clínica individual.

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O consenso internacional define o bruxismo como uma atividade repetitiva dos músculos da mastigação, caracterizada por apertar ou ranger os dentes e por enrijecer ou empurrar a mandíbula (DOI: 10.1111/joor.12011). Ele tem dois tipos, que podem coexistir na mesma pessoa:

Tipo Quando acontece Como a pessoa percebe
Bruxismo do sono Durante a noite, de forma involuntária Acorda com dor na mandíbula e cabeça; alguém escuta o ranger
Bruxismo de vigília Acordado, em momentos de tensão ou concentração Se pega apertando os dentes ao dirigir, trabalhar ou lembrar do agressor

O bruxismo é comum na população geral, mas se intensifica em condições de estresse e ansiedade, conforme mostram as revisões sobre sua epidemiologia (DOI: 10.11607/jop.921). E é justamente aí que o abuso narcisista entra, porque ele cria um estado de tensão prolongado que raramente encontra alívio.

Por que o abuso narcisista causa bruxismo

A ligação passa pelo mesmo mecanismo que explica tantos sintomas físicos do trauma: o corpo em estado de alerta contínuo. Durante um relacionamento abusivo, e muitas vezes por meses ou anos depois dele, o sistema nervoso fica hipervigilante, com o dedo no gatilho da resposta de defesa. Essa ativação constante mantém tensa toda a musculatura, incluindo a poderosa musculatura da mandíbula, que é uma das mais fortes do corpo.

O problema é que essa tensão não desliga quando a pessoa dorme. A exposição repetida ao estresse mantém elevados o cortisol e a ativação do sistema nervoso simpático, um desgaste conhecido como carga alostática, que uma revisão sistemática recente associou a piores desfechos de saúde física e mental (DOI: 10.1159/000510696). Com o sistema de alerta ligado, o sono fica fragmentado e superficial, e é nesses microdespertares que os episódios de aperto e ranger acontecem, muitas vezes ligados à fase mais leve do sono, como descrevem os estudos sobre avaliação do bruxismo do sono (DOI: 10.1111/joor.12520).

Quando o abuso é prolongado e repetido, o quadro que se instala é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C, CID-11 6B41), hoje reconhecido como diagnóstico próprio na revisão de referência da Lancet (DOI: 10.1016/S0140-6736(22)00821-2). Um dos sintomas centrais do TEPT-C é justamente a sensação de ameaça constante, a hipervigilância, e é ela que mantém o corpo, e a mandíbula, em guarda mesmo durante o sono. Some-se a isso o efeito cumulativo das experiências adversas ao longo da vida: uma metanálise recente com mais de 370 mil pessoas mostrou que cada experiência adversa a mais na infância aumenta em cerca de 13% a chance de multimorbidade na vida adulta (DOI: 10.1186/s12916-024-03505-w), e se entende por que o bruxismo é tão frequente nesse contexto.

Os sinais: como saber se você tem bruxismo

O bruxismo do sono é traiçoeiro porque acontece enquanto você não tem consciência. Os sinais que denunciam:

  • Dor ou cansaço na mandíbula ao acordar, como se tivesse mascado o dia inteiro.
  • Dor de cabeça matinal, principalmente nas têmporas (a região dos lados da testa).
  • Dentes desgastados, lascados, sensíveis ou que ficaram mais curtos com o tempo.
  • Estalos, ruídos ou travamento ao abrir e fechar a boca (sinais da articulação, a ATM).
  • Dor no rosto, no ouvido ou no pescoço sem causa dentária óbvia.
  • Alguém que dorme perto de você escuta o ranger dos dentes à noite.
  • Marcas de mordida na bochecha por dentro ou na língua.

Como esses sinais raramente aparecem sozinhos, vale olhar o conjunto. O bruxismo costuma vir acompanhado de insônia, dores e outros sintomas do estresse traumático, todos com a mesma raiz, como mostra o guia dos sinais físicos do trauma narcísico.

As consequências de não tratar

O bruxismo não tratado não fica parado; ele cobra um preço crescente, tanto nos dentes quanto na qualidade de vida:

Área afetada O que pode acontecer
Dentes Desgaste do esmalte, fraturas, sensibilidade, afrouxamento, perda de altura
Articulação (ATM) Dor crônica, estalos, travamento, disfunção temporomandibular
Cabeça e rosto Dores de cabeça recorrentes, tensão facial, dor referida no ouvido
Sono e disposição Sono não reparador, cansaço ao acordar, irritabilidade

O consenso internacional sobre a avaliação do bruxismo reforça que ele deve ser entendido não como uma doença isolada, mas como um comportamento que reflete o estado do organismo, e que exige olhar os fatores por trás (DOI: 10.1111/joor.12663). No contexto do abuso, o fator por trás é o estresse traumático, e é ele que precisa ser tratado para o resultado durar.

O elo com o sono e a ansiedade

O bruxismo raramente vem sozinho. Ele forma um círculo com o sono e a ansiedade que se retroalimenta, e entender isso mostra por onde cortar:

Elo Como alimenta o próximo
Estresse do abuso Mantém o corpo em alerta e a mandíbula tensa dia e noite
Bruxismo do sono Fragmenta o sono e gera dor ao acordar
Sono ruim Aumenta o cortisol e a sensibilidade à dor no dia seguinte
Ansiedade Eleva a tensão muscular e realimenta o bruxismo

Como é um círculo, melhorar qualquer elo enfraquece o conjunto. Se a insônia é uma parte forte do seu quadro, o artigo sobre insônia e abuso narcisista trata desse elo em profundidade. E se você reconhece a hipervigilância e as crises de tensão, o guia sobre a crise de TEPT-C explica o estado de alerta que sustenta tudo isso.

Por que o bruxismo continua mesmo depois que a relação acabou

Uma dúvida frequente é: “já saí do relacionamento faz meses, por que ainda ranjo os dentes?”. A resposta está em como o corpo aprende o perigo. Durante o abuso, o sistema nervoso foi calibrado para o estado de alerta, e esse aprendizado não se apaga só porque a fonte do estresse foi embora. O alarme continua tocando por conta própria até ser tratado.

É o mesmo motivo pelo qual outros sintomas do trauma persistem depois do fim da relação. O corpo mantém a memória da ameaça, e a mandíbula, que ficou tanto tempo apertada em modo de defesa, continua fazendo isso à noite, quando as defesas conscientes baixam. Por isso o bruxismo pode até piorar num primeiro momento após a separação, quando vem a fase de abstinência do vínculo e o estresse do recomeço, antes de melhorar com o tratamento.

Reconhecer isso importa por uma razão prática: significa que não adianta esperar passar sozinho. O bruxismo do trauma tende a se cronificar se a raiz não for cuidada, exatamente porque o gatilho, o estado de alerta, não desaparece com o tempo, ele desaparece com tratamento.

Bruxismo de dia e de noite: o que fazer em cada

As duas formas de bruxismo pedem abordagens um pouco diferentes, e saber distinguir ajuda no autocuidado:

Situação Bruxismo de vigília (acordado) Bruxismo do sono
Como perceber Você se pega apertando em momentos de tensão Descobre pela dor ao acordar ou por quem escuta
O que ajuda Percepção consciente: notar e soltar a mandíbula; lembretes ao longo do dia Placa de mordida, higiene do sono, tratar o estresse de base
Papel do estresse Direto: aperta mais nos gatilhos emocionais Indireto: pela fragmentação do sono e hiperativação

Como tratar: a placa protege, mas não resolve a raiz

O tratamento do bruxismo ligado ao abuso funciona melhor em duas frentes ao mesmo tempo, e essa é a parte que muita gente não sabe. Cuidar só de uma ponta protege, mas não resolve.

  1. Proteção dos dentes. A placa de mordida (placa miorrelaxante), feita pelo dentista, protege os dentes do desgaste e alivia a articulação. Ela é importante, mas é uma proteção, não uma cura: ela impede o estrago, sem desligar a causa.
  2. Tratamento da raiz. Como o motor do bruxismo aqui é o estresse traumático, tratar o trauma e regular o sistema nervoso é o que reduz a frequência dos episódios de fato. Enquanto o alarme continuar ligado, a mandíbula continua recebendo o sinal de tensão.
  3. Cuidado com o sono e a musculatura. Higiene do sono, técnicas de relaxamento da face e do corpo, e avaliação médica das repercussões do estresse. Quando indicado, há abordagens específicas discutidas na consulta.

Esse duplo cuidado, proteger e tratar a raiz, é a lógica da avaliação médica que faço. Para entender como funciona a consulta, o que levar e o que esperar, veja o guia sobre a consulta médica para quem sofreu abuso narcisista. O trabalho conjunto com o dentista, que cuida da placa e da parte dentária, e o cuidado médico e psicológico, que cuida da raiz, é o que dá o melhor resultado.

O que você pode começar a fazer hoje

Nada disso substitui avaliação, mas alivia enquanto você organiza o cuidado:

  • Perceba a mandíbula durante o dia. Várias vezes, cheque se os dentes de cima estão encostados nos de baixo. Em repouso, eles devem ficar levemente afastados, com os lábios fechados. Só notar isso já reduz o aperto de vigília.
  • Calor na mandíbula. Uma compressa morna nos músculos do rosto, alguns minutos, relaxa a região.
  • Reduza café e álcool à noite, que pioram o sono e a tensão.
  • Respiração lenta antes de dormir, com expiração longa, ajuda a tirar o corpo do estado de alerta.
  • Procure o dentista para avaliar a necessidade da placa e o estado dos dentes, e a avaliação médica para a raiz.

Quero deixar uma ideia final: se você range os dentes à noite depois de tudo que viveu, isso não é um defeito seu nem falta de cuidado. É o seu corpo continuando a fazer o que aprendeu a fazer para se proteger, apertar, se defender, ficar em guarda. Reconhecer isso tira a culpa e coloca o problema onde ele pode ser resolvido: protegendo os dentes e, ao mesmo tempo, ajudando o seu sistema nervoso a finalmente baixar a guarda. É um quadro que melhora quando bem conduzido, com o dentista e o médico caminhando juntos.

Perguntas frequentes

O bruxismo pode ter começado por causa do relacionamento abusivo?

Pode ter começado ou piorado. O estresse crônico e a hipervigilância mantêm a musculatura da mandíbula tensa mesmo durante o sono, e esse é um gatilho reconhecido para o bruxismo. É comum que os sintomas apareçam ou se intensifiquem no período de maior estresse ou logo após ele.

A placa de mordida cura o bruxismo?

Não cura, protege. A placa evita o desgaste dos dentes e alivia a articulação, o que é muito importante. Mas ela não desliga a causa. Se o motor é o estresse do trauma, tratar essa raiz é o que reduz os episódios de fato. O ideal é usar a placa e tratar a raiz ao mesmo tempo.

Ranger os dentes de dia também é bruxismo?

Sim, é o bruxismo de vigília, quando você aperta os dentes acordado, geralmente em momentos de tensão, concentração ou ao lembrar de situações difíceis. Ele responde bem à percepção consciente: notar e soltar a mandíbula ao longo do dia já ajuda.

Bruxismo dá dor de cabeça?

Dá, com frequência. A tensão prolongada dos músculos da mandíbula e das têmporas gera dores de cabeça, tipicamente ao acordar e na região das têmporas. Tratar o bruxismo costuma aliviar essas dores.

Preciso ir ao dentista ou ao médico?

Idealmente aos dois, porque cada um cuida de uma parte. O dentista avalia os dentes e a placa; o médico avalia a raiz, que é o estresse traumático e suas repercussões no corpo e no sono. O tratamento mais eficaz combina as duas frentes.

Bruxismo tem cura ou vou conviver com isso para sempre?

Os episódios respondem a tratamento. Quando se protege os dentes e se trata a regulação do sistema nervoso, a tendência é de redução consistente da frequência e da intensidade. Não é uma promessa de solução imediata, é um processo com resultado concreto.

Como sei o quanto o trauma ainda pesa em mim?

Uma forma de ter uma noção estruturada é fazer o teste de TEPT-C online e gratuito, baseado no Questionário Internacional de Trauma validado por Cloitre e colaboradores (DOI: 10.1111/acps.12956). Ele não diagnostica sozinho, mas dá um retrato que você leva para a consulta.

Bruxismo pode causar zumbido no ouvido ou tontura?

Pode contribuir. A articulação da mandíbula fica muito próxima do ouvido, e a disfunção temporomandibular associada ao bruxismo pode gerar sensação de ouvido tampado, zumbido e desconforto na região. Isso não substitui a investigação de outras causas, mas é uma associação que a avaliação leva em conta.

Existe relação entre bruxismo e ansiedade ou depressão?

Sim. O bruxismo caminha junto com quadros de ansiedade e com a desregulação emocional que o abuso prolongado provoca. Não é que um “cause” o outro de forma simples, e sim que compartilham a mesma raiz de estresse crônico e hiperativação do sistema nervoso. Por isso cuidar do quadro emocional costuma melhorar também o bruxismo.

A avaliação pode ser feita por teleconsulta?

Pode. A telemedicina é regulamentada pela Resolução CFM 2.314/2022 e permite avaliar o quadro, orientar e coordenar o cuidado, inclusive o encaminhamento ao dentista quando necessário, com documentos de validade nacional.

Referências científicas

  • Lobbezoo F, et al. Bruxism defined and graded: an international consensus. J Oral Rehabil. 2013. DOI: 10.1111/joor.12011
  • Manfredini D, et al. Epidemiology of bruxism in adults: a systematic review. J Orofac Pain. 2013. DOI: 10.11607/jop.921
  • Lobbezoo F, et al. International consensus on the assessment of bruxism: report of a work in progress. J Oral Rehabil. 2018. DOI: 10.1111/joor.12663
  • Casett E, et al. Validity of different tools to assess sleep bruxism: a meta-analysis. J Oral Rehabil. 2017. DOI: 10.1111/joor.12520
  • Guidi J, Lucente M, Sonino N, Fava GA. Allostatic load and its impact on health: a systematic review. Psychother Psychosom. 2020. DOI: 10.1159/000510696
  • Maercker A, Cloitre M, Bachem R, et al. Complex post-traumatic stress disorder. Lancet. 2022. DOI: 10.1016/S0140-6736(22)00821-2
  • Senaratne DNS, Thakkar B, Smith BH, et al. The impact of adverse childhood experiences on multimorbidity: a systematic review and meta-analysis. BMC Med. 2024. DOI: 10.1186/s12916-024-03505-w
  • Cloitre M, et al. The International Trauma Questionnaire: development of a self-report measure of ICD-11 PTSD and complex PTSD. Acta Psychiatr Scand. 2018. DOI: 10.1111/acps.12956

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica ou odontológica individualizada. Dr. Anderson Contaifer, médico especialista em Clínica Médica, CRM-SC 24.484, RQE 18.790.

Sobre o autor

Dr. Anderson Contaifer de Carvalho é médico especialista em Clínica Médica (CRM-SC 24.484 | RQE 18.790), formado pela EMESCAM em 2012, com título de especialista em clínica médica pela SBCM em 2019. Possui pós-graduação em Saúde da Família, Nutrologia e Medicina Intensiva, além de certificações ACLS e ATLS. É o criador do Quebrando as Algemas, programa dedicado à recuperação de vítimas de abuso narcisista, médico com atuação nas repercussões clínicas e emocionais de relacionamentos abusivos. Certificado Excelência Doctoralia 2025.

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