Tontura e labirintite no abuso narcisista: a raiz emocional que ninguem investiga

Mulher sentada na beira da cama com a mao na testa sentindo tontura, ilustrando labirintite e vertigem ligadas ao abuso narcisista
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Dr. Anderson Contaifer

Médico especialista em Clínica Médica (CRM-SC 24.484 | RQE de clínica médica 18.790), com formação pela EMESCAM (Escola de ciências Médicas da Santa Casa de Misericórida de Vitória - ES) e titulação em clínica médica pela SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica). Atua na recuperação médica e emocional de vítimas de abuso narcisista, produzindo conteúdos educativos nas redes sociais. Criador do Programa Quebrando as Algemas, curso para recuperação do abuso narcisista. Possui mais de 200 mil seguidores em redes sociais, criador do Blog Quebrando as Algemas que oferece conteúdo baseado em evidências científicas sobre narcisismo patológico, gaslighting, trauma bonding e TEPT-C. Possui Certificado de Excelência Doctoralia 2025.

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Dr. Anderson Contaifer (CRM-SC 24.484, RQE 18.790), médico especialista em Clínica Médica, atende por teleconsulta pacientes com repercussões físicas e emocionais do abuso narcisista em todo o Brasil.

As repercussões do abuso narcisista no corpo (insônia, taquicardia, fadiga, alterações de sono e peso) têm avaliação e acompanhamento médico.

Dr. Anderson Contaifer · Médico Especialista em Clínica Médica · CRM-SC 24.484 · RQE 18.790 · Teleconsulta (qualquer lugar do Brasil e do mundo)

Definição rápida

Tontura persistente, aquela sensação de cabeça leve, de “andar num barco”, de instabilidade ou de que o chão não é firme, é uma queixa muito comum em quem sofreu abuso narcisista. Na maioria desses casos não se trata de labirintite (uma inflamação do labirinto), e sim de uma tontura ligada ao estado de alerta contínuo do sistema nervoso, que a medicina hoje reconhece como tontura postural-perceptual persistente (TPPP). O estresse crônico mantém o sistema de equilíbrio em hipervigilância, e o resultado é uma tontura real, que não aparece em exames de imagem, mas tem explicação e tem tratamento.

Muita gente que saiu de um relacionamento abusivo convive com uma tontura difícil de descrever: não é bem uma vertigem de tudo girando, é uma instabilidade constante, uma cabeça “leve”, uma sensação de flutuar ou de que vai desequilibrar. A pessoa faz exames do ouvido, do labirinto, ressonância, e ouve que “está tudo normal”, o que aumenta a angústia, porque a tontura continua ali, todos os dias. Este artigo explica de onde vem essa tontura, por que ela quase nunca é labirintite de verdade, e o que dá pra fazer.

Tontura, vertigem e labirintite: entenda a diferença

Atendimento médico

As repercussões do abuso narcisista no corpo (insônia, taquicardia, fadiga, alterações de peso e sono) têm avaliação e acompanhamento médico. O Dr. Anderson Contaifer, médico, especialista em Clínica Médica (CRM-SC 24.484, RQE 18.790), atende por teleconsulta para todo o Brasil. Cada consulta é uma avaliação clínica individual.

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No dia a dia, as pessoas chamam tudo de “labirintite”, mas os termos são diferentes, e essa diferença muda o tratamento:

Termo O que é Como costuma ser
Vertigem Sensação de rotação, de que você ou o ambiente está girando Crises, muitas vezes com náusea, mais ligada ao labirinto
Labirintite Inflamação do labirinto (parte do ouvido interno) Menos comum do que se imagina; costuma ter causa e curso próprios
Tontura de instabilidade Sensação de desequilíbrio, cabeça leve, “flutuar”, sem rotação Constante, pior em pé e em movimento; ligada ao estresse e à ansiedade

A tontura que aparece no abuso narcisista quase sempre é a terceira, a de instabilidade. E ela tem, inclusive, um diagnóstico formal na medicina: a tontura postural-perceptual persistente (TPPP), cujos critérios foram definidos pela Sociedade de Bárány (DOI: 10.3233/VES-170622) e cuja compreensão foi atualizada por Staab numa revisão recente (DOI: 10.1016/j.ncl.2023.04.003). É uma tontura funcional, ou seja, o problema está no funcionamento do sistema de equilíbrio, não numa lesão que apareça no exame. Um consenso recente na Lancet Neurology classifica a TPPP como um dos quatro principais transtornos neurológicos funcionais, ao lado de outros quadros em que o estresse psicológico é fator de risco frequente (DOI: 10.1016/S1474-4422(21)00422-1).

Por que o abuso narcisista causa tontura

O sistema que mantém o equilíbrio integra três fontes de informação: o labirinto (ouvido interno), a visão e a sensação do corpo no espaço. Um cérebro em estado de alerta muda a forma como processa essas informações. Ele passa a monitorar o equilíbrio de forma exagerada e ansiosa, ficando hipersensível a qualquer pequena oscilação que uma pessoa tranquila nem perceberia. É esse monitoramento excessivo que gera a sensação constante de instabilidade.

A revisão mais atual sobre a TPPP explica o mecanismo em três camadas: a ansiedade e a hipervigilância alteram o controle postural, o cérebro passa a processar de forma enviesada os sinais de equilíbrio, e o sistema prioriza a estabilidade em excesso, ao custo de gerar a sensação de instabilidade (DOI: 10.1016/j.ncl.2023.04.003). Em outras palavras, o cérebro traumatizado interpreta pequenas oscilações neutras como perigo, e é esse monitoramento ansioso que alimenta a tontura. Uma leve oscilação vira um alarme, o alarme gera mais tensão, e a tensão piora a instabilidade, sobretudo ao ficar de pé ou em ambientes de muito estímulo visual, como supermercados e shoppings.

Quando o abuso é prolongado e repetido, o quadro de fundo é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C, CID-11 6B41). Uma revisão de 2022 na Lancet, dos próprios autores que definiram o diagnóstico, descreve o TEPT-C como resultante de exposições sustentadas ou múltiplas ao trauma, incluindo a violência doméstica, com perturbações persistentes na regulação das emoções, na identidade e nos relacionamentos (DOI: 10.1016/S0140-6736(22)00821-2). É essa hipervigilância persistente que mantém o sistema de equilíbrio em guarda mesmo depois que a relação acaba.

Por que os exames dão “normal”

Essa é a parte que mais angustia e que mais precisa ser explicada. Quando a tontura é funcional, ligada ao estado do sistema nervoso, os exames que procuram lesão (do labirinto, da audição, de imagem do cérebro) tendem a voltar normais, porque não há uma lesão para encontrar. Isso não significa que a tontura é imaginária ou “da sua cabeça” no sentido de invenção. Significa que o problema está no funcionamento e no processamento, não numa estrutura danificada.

O exame normal, na verdade, é uma informação útil: ele ajuda a afastar causas graves e a direcionar o tratamento para o caminho certo, que é a regulação do sistema nervoso, e não a caça a uma lesão que não existe. A reabilitação vestibular, que ativa mecanismos de neuroplasticidade e readaptação do equilíbrio, é reconhecida na literatura recente como uma das abordagens úteis nesses casos (DOI: 10.1080/14737175.2022.2106129), e é justamente essa readaptação que o tratamento busca favorecer.

Os sinais típicos da tontura do estresse

Alguns padrões ajudam a reconhecer que a tontura é do tipo funcional, ligada ao estresse:

  • Sensação de instabilidade ou “flutuar” quase todos os dias, mais do que crises isoladas de rotação.
  • Piora em pé e ao andar, e melhora quando você deita.
  • Piora em ambientes com muito estímulo visual: supermercados, shoppings, corredores, telas, multidões.
  • Piora com o estresse ou após um contato com o agressor.
  • Cabeça leve, sensação de desmaio iminente que raramente vira desmaio de fato.
  • Melhora quando você está distraída ou concentrada em outra coisa, e piora quando presta atenção nela.

Esse último ponto é revelador: a tontura funcional costuma melhorar quando a atenção sai dela, porque é o próprio monitoramento ansioso que a alimenta. Como quase sempre vem acompanhada de outros sintomas físicos do trauma, vale olhar o conjunto no guia dos sinais físicos do trauma narcísico.

Quando investigar: nem toda tontura é do estresse

Reconhecer o papel do estresse não significa deixar de investigar. Alguns sinais pedem avaliação mais criteriosa e não devem ser atribuídos ao emocional sem checagem:

Sinal de alerta Por que investigar
Vertigem rotatória intensa e súbita, com vômitos Pode indicar causa do labirinto ou neurológica
Perda auditiva, zumbido novo ou dor de ouvido junto Aponta para o ouvido interno
Alterações na fala, na visão dupla, fraqueza ou dormência Sinais neurológicos, prioridade de avaliação
Desmaios de verdade, palpitações fortes associadas Merece avaliação do coração e da pressão

Fora esses sinais, o mais comum é que a investigação afaste causas orgânicas e, em paralelo, reconheça o quanto o estresse traumático está sustentando a tontura. A avaliação médica existe justamente para fazer essa separação com segurança.

Tontura, enxaqueca e a importância de olhar o conjunto

Um ponto que a literatura recente reforça é que a tontura funcional raramente vem isolada. Ela costuma se somar a outras condições, e uma das associações mais frequentes é com a enxaqueca vestibular, hoje considerada uma das causas mais comuns de tontura e vertigem recorrente. Boa parte das pessoas com tontura postural-perceptual persistente tem também um componente de enxaqueca, e um quadro alimenta o outro (DOI: 10.1016/B978-0-12-823357-3.00028-8).

Por que isso importa para quem sofreu abuso narcisista? Porque o estresse crônico é um gatilho poderoso tanto para a enxaqueca quanto para a tontura funcional. A pessoa pode, ao mesmo tempo, ter mais crises de enxaqueca por causa do estresse e desenvolver a tontura persistente pela hipervigilância, e os dois se reforçam. Se você também sofre de dores de cabeça frequentes, vale ver o artigo sobre enxaqueca e dor de cabeça no abuso narcisista.

O recado prático é que uma avaliação bem feita não olha a tontura isolada; ela mapeia o conjunto, o sono, as dores de cabeça, a ansiedade, os sintomas digestivos, a pressão, porque todos partilham a mesma raiz de estresse traumático. Tratar peça por peça, com um especialista para cada sintoma, costuma deixar o quadro sem resolução; olhar o todo é o que muda o resultado.

O círculo vicioso da tontura e da ansiedade

A tontura funcional se prende num círculo com o medo, e entender isso mostra por onde cortar:

Elo Como alimenta o próximo
Estresse do abuso Deixa o sistema de equilíbrio em hipervigilância
Tontura Assusta e gera medo de novas crises
Medo e evitação A pessoa evita sair, o que sensibiliza ainda mais o sistema
Mais monitoramento Prestar atenção na tontura o tempo todo a intensifica

A evitação é o combustível mais traiçoeiro desse círculo. Quanto mais a pessoa deixa de sair de casa com medo de passar mal, mais o sistema de equilíbrio perde a “prática” de lidar com o movimento e mais sensível fica. Se você reconhece esse padrão de crises de ativação, o guia sobre a crise de TEPT-C ajuda a entender o estado de alerta por trás.

Como tratar: readaptar o sistema e tratar a raiz

O tratamento da tontura funcional ligada ao abuso funciona em frentes que se somam:

  1. Tratar a raiz. Como o motor é o estresse traumático e a hipervigilância, regular o sistema nervoso e tratar o trauma é o que reduz a tontura de forma duradoura. Enquanto o alarme continuar ligado, o sistema de equilíbrio segue em guarda.
  2. Reduzir a evitação, com cuidado e orientação. Voltar gradualmente às atividades e aos ambientes evitados reeduca o sistema de equilíbrio. Isso é feito de forma progressiva, não de uma vez.
  3. Reabilitação vestibular, quando indicada. Exercícios específicos que ajudam o cérebro a reprocessar o equilíbrio, favorecendo a readaptação. Uma revisão Cochrane recente destaca que ainda faltam grandes ensaios para a TPPP, mas que abordagens não medicamentosas, como a reabilitação, estão entre as mais estudadas (DOI: 10.1002/14651858.CD015333.pub2).
  4. Cuidar do sono, da respiração e das crises de ansiedade, que amplificam a tontura.

Esse cuidado que olha a raiz, e não só o sintoma, é a lógica da avaliação médica que faço. Para entender como funciona a consulta, o que levar e o que esperar, veja o guia sobre a consulta médica para quem sofreu abuso narcisista. Quando há suspeita de causa no ouvido ou neurológica, o encaminhamento ao especialista é parte do plano.

O que você pode começar a fazer hoje

Nada disso substitui avaliação, mas ajuda enquanto você organiza o cuidado:

  • Não pare de se mover por medo. A evitação piora. Movimente-se dentro do que é seguro para você, aos poucos.
  • Respiração lenta com expiração longa nos momentos de tontura ajuda a acalmar o sistema autônomo.
  • Fixe um ponto no horizonte quando a instabilidade vier, para dar ao cérebro uma referência visual estável.
  • Hidrate-se e não fique muitas horas sem comer, porque a queda de açúcar e a desidratação pioram a cabeça leve.
  • Reduza café e álcool, que agravam a tontura e a ansiedade.

E se houver qualquer sinal de alarme dos que listei, ou tontura intensa e súbita, procure avaliação médica sem esperar.

Perguntas frequentes

Minha tontura é labirintite?

Na maioria dos casos ligados ao estresse, não. A verdadeira labirintite (inflamação do labirinto) é menos comum do que se imagina. A tontura constante de instabilidade, cabeça leve e “flutuar”, que piora com estresse e em ambientes cheios, costuma ser funcional, ligada ao sistema nervoso, e não uma inflamação do ouvido. Só a avaliação distingue com segurança.

Fiz todos os exames e deu normal. Então é da minha cabeça?

Exame normal não quer dizer tontura imaginária. Quer dizer que não há uma lesão para encontrar, porque o problema está no funcionamento do sistema de equilíbrio, muito influenciado pelo estresse. A tontura é real e tem tratamento; o exame normal apenas aponta o caminho certo.

A tontura pode ter começado depois do relacionamento abusivo?

Pode. É comum surgir ou piorar no período de maior estresse, ou logo após ele, porque o sistema nervoso permanece em alerta. A linha do tempo dos sintomas é uma informação valiosa para a avaliação.

Por que piora no supermercado ou no shopping?

Porque esses ambientes têm muito estímulo visual e movimento, e o sistema de equilíbrio em hipervigilância se sobrecarrega ali. É um padrão típico da tontura funcional, e melhora com a readaptação gradual.

Remédio de labirinto resolve?

Nem sempre, e às vezes atrapalha. Quando a tontura é funcional, medicamentos que “sedam” o labirinto podem até dificultar a readaptação do sistema. A conduta é individualizada e definida na avaliação, com foco na raiz, e não apenas no sintoma.

Ansiedade causa tontura de verdade?

Causa, sim, por vias fisiológicas reais: a hiperativação do sistema nervoso, a respiração alterada e o monitoramento excessivo do equilíbrio. Tontura e ansiedade se retroalimentam, e por isso tratar as duas pontas é o que quebra o ciclo.

Como sei o quanto o trauma ainda pesa em mim?

Uma forma de ter uma noção estruturada é fazer o teste de TEPT-C online e gratuito, baseado no Questionário Internacional de Trauma validado por Cloitre e colaboradores (DOI: 10.1111/acps.12956). Ele não diagnostica sozinho, mas dá um retrato que você leva para a consulta.

Tenho enxaqueca e tontura ao mesmo tempo. É a mesma coisa?

São coisas distintas que costumam andar juntas. A enxaqueca vestibular é uma das causas mais comuns de tontura recorrente, e muita gente com tontura funcional tem também esse componente de enxaqueca. O estresse crônico piora as duas. Por isso a avaliação olha o conjunto, e não cada sintoma isolado, o que muda bastante o resultado do tratamento.

A avaliação pode ser feita por teleconsulta?

Pode. A telemedicina é regulamentada pela Resolução CFM 2.314/2022 e permite avaliar o quadro, orientar e coordenar o cuidado, com encaminhamento ao especialista quando houver suspeita de causa no ouvido ou neurológica.

Referências científicas

Fontes obtidas via PubMed, priorizando literatura recente (2017-2024).

  • Hallett M, Aybek S, Dworetzky BA, et al. Functional neurological disorder: new subtypes and shared mechanisms. Lancet Neurol. 2022. DOI: 10.1016/S1474-4422(21)00422-1
  • Staab JP. Persistent postural-perceptual dizziness: review and update on key mechanisms of the most common functional neuro-otologic disorder. Neurol Clin. 2023. DOI: 10.1016/j.ncl.2023.04.003
  • Eggers SDZ, Staab JP. Vestibular migraine and persistent postural-perceptual dizziness. Handb Clin Neurol. 2024. DOI: 10.1016/B978-0-12-823357-3.00028-8
  • Webster KE, Kamo T, Smith L, et al. Non-pharmacological interventions for persistent postural-perceptual dizziness (PPPD). Cochrane Database Syst Rev. 2023. DOI: 10.1002/14651858.CD015333.pub2
  • Zhang S, Liu D, Tian E, et al. Central vestibular dysfunction: don’t forget vestibular rehabilitation. Expert Rev Neurother. 2022. DOI: 10.1080/14737175.2022.2106129
  • Maercker A, Cloitre M, Bachem R, et al. Complex post-traumatic stress disorder. Lancet. 2022. DOI: 10.1016/S0140-6736(22)00821-2
  • Staab JP, Eckhardt-Henn A, Horii A, et al. Diagnostic criteria for persistent postural-perceptual dizziness (PPPD): consensus document of the Bárány Society. J Vestib Res. 2017. DOI: 10.3233/VES-170622
  • Cloitre M, Shevlin M, Brewin CR, et al. The International Trauma Questionnaire: development of a self-report measure of ICD-11 PTSD and complex PTSD. Acta Psychiatr Scand. 2018. DOI: 10.1111/acps.12956

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica individualizada. Dr. Anderson Contaifer, médico especialista em Clínica Médica, CRM-SC 24.484, RQE 18.790.

Sobre o autor

Dr. Anderson Contaifer de Carvalho é médico especialista em Clínica Médica (CRM-SC 24.484 | RQE 18.790), formado pela EMESCAM em 2012, com título de especialista em clínica médica pela SBCM em 2019. Possui pós-graduação em Saúde da Família, Nutrologia e Medicina Intensiva, além de certificações ACLS e ATLS. É o criador do Quebrando as Algemas, programa dedicado à recuperação de vítimas de abuso narcisista, médico com atuação nas repercussões clínicas e emocionais de relacionamentos abusivos. Certificado Excelência Doctoralia 2025.

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