Dr. Anderson Contaifer (CRM-SC 24.484, RQE 18.790), médico especialista em Clínica Médica e criador do blog Quebrando as Algemas, atende por teleconsulta pacientes com sequelas de abuso narcisista e TEPT-C em todo o Brasil.
Definição Rápida
Flying monkeys (macacos voadores) do narcisista
Termo descritivo, popularizado por analogia com o “Mágico de Oz”, incorporado à literatura clínica sobre relacionamentos com pessoas com Transtorno de Personalidade Narcisista (DSM-5; CID-11 6D11.5). Designa terceiros, conscientes ou não, que executam, por conta do agressor, ações de monitoramento, mensagem, isolamento ou difamação contra a vítima. Operam como extensões do controle do narcisista, especialmente nas fases de descarte e hoovering, e são frequentemente decisivos para sustentar revitimização. Identificá-los e mapeá-los é parte central do plano clínico de proteção. Dr. Anderson Contaifer, médico, especialista em Clínica Médica (CRM-SC 24.484, RQE de Clínica Médica 18.790).
Pacientes que viveram relacionamento abusivo com narcisista costumam descrever, ao chegar ao consultório, uma queixa específica: “não foi só ele, foi gente que eu nem imaginava”. Família dele, amigos comuns, colegas, novos parceiros, em alguns casos a própria família da vítima. Pessoas que ligavam para questionar, mensagens de “amigas” tentando convencer a voltar, postagens públicas pedindo “perdão”, informações que vazavam para o agressor sem que se soubesse de onde. É descrição precisa de um fenômeno clínico reconhecido na literatura sobre violência por parceiro íntimo: a operação dos flying monkeys.
Reconhecer essa engrenagem é parte central do tratamento. Sem nomeá-la, a vítima permanece em estado de hipervigilância difusa, sem entender por que cada relação ao redor virou possível canal de pressão. Com o nome no lugar, fica possível mapear quem é fonte, quem é canal e quem está fora. A leitura é informativa, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023, e não substitui consulta médica individualizada nem psicoterapia.
Tabela clínica
Tipos de flying monkey
| Tipo | Origem | Comportamento típico | Risco para a vítima |
|---|---|---|---|
| Cego (de boa-fé) | Amigo comum, parente, colega | Acredita na narrativa do agressor, tenta “ajudar” | Médio, com possibilidade de esclarecimento |
| Consciente (cúmplice) | Familiar do agressor, aliado próximo | Sabe da dinâmica e participa ativamente | Alto, sem possibilidade de aliança |
| Novo parceiro | Substituto na fase 1 do ciclo | Vigia redes, transmite informações ao agressor | Alto, com componente de triangulação |
| Familiar próprio | Pais, irmãos, parentes da vítima | Pressionam volta, minimizam abuso, “pensa nas crianças” | Muito alto, ataque ao vínculo central |
| Profissional capturado | Terapeuta, advogado, mediador | Aceita narrativa do agressor sem checagem | Alto, com risco de revitimização institucional |
| Digital | Perfis fakes, contas anônimas | Mensagens, comentários, monitoramento de redes | Médio a alto, dependendo do volume |
O que são flying monkeys no contexto clínico
Flying monkeys, em tradução literal “macacos voadores”, é um termo descritivo, não diagnóstico. Não está nas tabelas oficiais da CID-11 nem do DSM-5. Foi popularizado a partir da analogia com a Bruxa Má do Oeste em “O Mágico de Oz”, que controla criaturas para fazer o trabalho sujo no lugar dela. A literatura clínica sobre violência por parceiro íntimo e abuso narcisista incorporou o termo para descrever um fenômeno consistentemente observado em consultório.
O ponto clínico central é o seguinte: o agressor narcisista raramente opera sozinho a longo prazo. Constrói, ao longo do relacionamento, uma rede de pessoas que servirão como extensões de seu controle. Essas pessoas podem ser cegas (acreditam na narrativa dele) ou conscientes (sabem o que está acontecendo e participam mesmo assim). O efeito sobre a vítima é o mesmo: a sensação de que o abuso é coletivo, de que não há saída segura, de que cada vínculo ao redor pode ser usado contra ela.
Por que o narcisista usa flying monkeys: a função clínica
Estudos sobre traços narcisistas descrevem três mecanismos que explicam clinicamente a recorrência do uso de terceiros como peças do controle:
- Manutenção da imagem pública. O traço narcisista grandioso depende de uma fachada social. Confrontar a vítima diretamente expõe o conflito. Usar terceiros distribui a responsabilidade aparente e preserva a imagem do agressor.
- Multiplicação do alcance. Sozinho, o agressor pode pressionar a vítima por um canal. Com flying monkeys, mensagens chegam por amigos, parentes, colegas, redes sociais e profissionais simultaneamente, com efeito de cerco.
- Negação plausível. Quando a vítima reclama da pressão, o agressor pode responder “não fui eu, foi sua amiga que decidiu falar”. A engrenagem permite que ele agrida sem aparecer.
Esse padrão é especialmente intenso após o descarte, quando o agressor precisa retomar o controle da fonte de suprimento. Detalhes em suprimento narcisista. Os flying monkeys reaparecem em ondas durante períodos de hoovering, frequentemente com mensagens cuidadosamente elaboradas pelo próprio agressor.
Tipos de flying monkey e como reconhecer cada um
Flying monkey cego (de boa-fé)
Pessoas que acreditam, em boa-fé, na narrativa que o agressor construiu. Costumam dizer frases como “ele disse que está arrependido”, “ela está muito mal por sua culpa”, “vocês podem conversar e resolver”. Não fazem ideia de que estão sendo usadas. Em alguns casos, com informação clara e tempo, conseguem repensar a posição. Em outros, mantêm a aliança por evitar conflito direto com o agressor.
Flying monkey consciente (cúmplice)
Pessoas que sabem da dinâmica e participam ativamente. Em geral, aliados próximos do agressor, com benefícios diretos da aliança (status, dinheiro, proximidade afetiva). Não respondem a esclarecimento. Tentar converter um flying monkey consciente custa energia significativa e raramente produz resultado.
Novo parceiro do agressor
O substituto na fase 1 do ciclo do abuso com frequência é instrumentalizado para vigiar redes da vítima anterior, comparar publicamente, provocar reações. Padrão particularmente comum em traços narcisistas com componente histriônico, com triangulação ostensiva.
Familiares próprios da vítima
Pais, irmãos, parentes próximos que pressionam volta com argumentos como “pensa nas crianças”, “vai jogar o casamento fora?”, “ele é um bom homem”. Em famílias com traços disfuncionais prévios, o agressor encontra solo fértil. Esse é, clinicamente, o tipo mais doloroso, porque ataca o vínculo de origem da vítima.
Profissionais capturados
Terapeuta de casal que aceita a narrativa do agressor sem checagem, advogado que pressiona acordo, mediador que minimiza relatos de violência. A captura profissional pode produzir revitimização institucional, com risco maior em processos de guarda e divórcio. Sinal de alerta: profissional que diz “nos dois lados há culpa” diante de relatos consistentes de abuso.
Flying monkeys digitais
Perfis falsos, contas anônimas, comentários estratégicos, mensagens privadas de remetentes desconhecidos. Em alguns casos, é o próprio agressor operando perfis paralelos. Em outros, são aliados executando tarefa. Em casos com componente de stalking, é situação de exposição clínica grave que pode exigir medida legal.
Frases-âncora clínicas
Em consultório, ofereço a pacientes em recuperação um conjunto de frases que servem como pontos de apoio cognitivo nos momentos de pressão exercida por flying monkeys. Não são afirmações motivacionais. São reformulações clínicas baseadas no que a literatura descreve sobre o quadro. Recomendo lê-las sempre que aparecer mensagem de terceiros pedindo que você “reconsidere” ou “tenha empatia”.
Duas frases-âncora
- Seu cérebro foi treinado para duvidar de si mesmo. Isso não é fraqueza, é o efeito do trauma.
- Reconhecer o abuso é o primeiro passo. Você não está exagerando, você está despertando.
Como reconhecer um flying monkey ativo
- Aparece com timing suspeito. Mensagem ou contato logo após uma briga, descarte ou tentativa de saída. A coincidência é raramente coincidência.
- Reproduz frases do agressor. Vocabulário específico, argumentos idênticos, tom semelhante. O conteúdo foi roteirizado.
- Pressiona por reconciliação ou perdão. Sem perguntar como você está, sem reconhecer o abuso. Foco direto no resultado que o agressor quer.
- Mistura empatia performática com pressão. “Eu sei que foi difícil para você, mas pensa nele, ele está muito mal”.
- Pede informações sobre você. Onde você está, com quem, planos. Em alguns casos, transmite ao agressor depois.
- Minimiza o que aconteceu. “Não foi tão grave assim”, “todo casal tem brigas”, “ele não é um monstro”.
- Triangula com terceiros. “Fulano também acha que você está exagerando”.
- Reaparece em ondas. Períodos de silêncio seguidos de novas tentativas, frequentemente em datas significativas.
Táticas mais usadas pelos flying monkeys
- Smear campaign (campanha de difamação). Distorção pública dos fatos, exposição da vítima como “louca”, “instável”, “ciumenta”. Detalhes em ciclo do abuso.
- Mensagens coordenadas. Vários flying monkeys mandam, em sequência, mensagens parecidas, criando sensação de “todo mundo concorda com ele”.
- Vigilância digital. Acompanhar redes sociais, status, novos vínculos, e relatar ao agressor.
- Pressão moral. Apelos a religião, família, “valores”, “filhos”, para empurrar a vítima de volta.
- Convites para eventos onde o agressor estará. Aniversários, casamentos, datas familiares, com objetivo de produzir reencontro.
- Sabotagem profissional ou social. Em casos graves, contato com chefe, colegas ou amigos com narrativas distorcidas.
- Boicote indireto. Convites retirados, festas em que a vítima é excluída, mensagens “esquecidas”.
Procure atendimento presencial imediato se:
- Há ameaça concreta à sua vida ou à de filhos transmitida por terceiros.
- Há perseguição (stalking) por flying monkeys digitais ou presenciais.
- Há ideação suicida com plano, meio, intenção ou data.
- Há crise dissociativa prolongada ou flashbacks invasivos recorrentes.
- Há violência física em curso ou risco iminente.
Disque 188 (CVV) ou 190 (Polícia). Procure também a Delegacia da Mulher mais próxima ou o serviço de emergência hospitalar.
Como lidar com flying monkeys: estratégias clínicas
- Identificar e nomear. Listar, por escrito, quem entrou em contato, quando, com qual conteúdo. O mapeamento explícito reduz a sensação de cerco difuso.
- Não responder ao conteúdo. Cada resposta detalhada vira munição para a próxima rodada. Resposta neutra e curta (técnica grey rock estendida) ou silêncio.
- Bloqueio digital seletivo. Flying monkeys conscientes: bloqueio total. Cegos próximos: limitação de exposição (silenciar, esconder histórias).
- Conversa única e final com flying monkeys cegos próximos. Mensagem clara, factual, sem detalhes íntimos: “Ele foi abusivo. Não vou voltar. Por favor, não me traga mensagens dele”. Se a pessoa respeitar, mantém-se o vínculo. Se insistir, vira flying monkey ativo e segue para bloqueio.
- Documentação. Salvar mensagens, prints, áudios, especialmente quando há risco de processo judicial.
- Rede de apoio externa à do agressor. Pessoas que existiam antes do relacionamento, profissionais, grupos de apoio. A solidão amplifica o efeito da pressão.
- Acompanhamento médico das sequelas. Sono, pressão arterial, exames laboratoriais, manejo da ansiedade exacerbada pela pressão coletiva.
- Psicoterapia especializada em trauma. Trabalho central de processamento das memórias e reorganização da identidade.
Quando os flying monkeys são parentes próprios
É a situação clinicamente mais complexa. Pais, irmãos, parentes próximos pressionando a volta. Em algumas famílias, há um padrão prévio de hierarquia, lealdade ou disfunção que torna o solo fértil para a captura. Em outras, é apenas desinformação somada à ansiedade da família com o conflito. Em consultório, observam-se três cenários típicos:
- Família que escuta e ajusta. Com informação clara e tempo, repensam a posição. Vínculo preservado e fortalecido.
- Família que minimiza por desconforto. Não consegue lidar com o conflito, mantém pressão por “paz familiar”. Vínculo seletivo (limites operacionais) costuma ser a saída.
- Família alinhada ao agressor. Assume papel de flying monkey consciente. A literatura clínica é consistente: nesse cenário, contato mínimo formal ou contato zero, com elaboração do luto familiar em psicoterapia.
Riscos médicos da exposição prolongada a flying monkeys
A pressão coletiva sustentada produz repercussões clínicas mensuráveis, similares às do estresse interpessoal crônico observado em vítimas de relacionamentos abusivos:
- Hipervigilância exacerbada. Telefone, redes sociais, mensagens. Sintoma central de TEPT-C (CID-11 6B41).
- Insônia e pesadelos. Frequentemente relacionados a confrontos imaginados com flying monkeys.
- Sintomas cardiovasculares. Pressão arterial reativa, taquicardia, dor torácica funcional.
- Isolamento social. Para evitar exposição, a vítima reduz contatos legítimos, com risco de agravar depressão.
- Autoconceito negativo persistente. Quando a pressão é coletiva, a vítima tende a internalizar a narrativa.
- Sintomas dissociativos. Em casos graves, despersonalização, derrealização, embotamento afetivo.
A boa notícia é que essas alterações são reversíveis com afastamento sustentado da rede de pressão e tratamento clínico adequado.
Visão do médico
No consultório, observo que a maior dificuldade clínica não é nomear o flying monkey isolado. É reconhecer que existe uma rede operando em coordenação. Vítimas costumam dizer “tudo bem, é só a irmã dele” e, na consulta seguinte, “agora foi a minha mãe”, “agora foi a colega de trabalho”. Quando o padrão é desenhado em uma folha de papel, com nomes e datas, a coordenação aparece, mesmo quando os participantes não percebem que estão coordenados.
O segundo padrão clínico que se repete é o tempo de luto envolvido. Reconhecer que pessoas próximas, em alguns casos da própria família, viraram canais de pressão é uma perda emocional significativa. Não é exagero da paciente. É descrição precisa do dano colateral do abuso narcisista. O acompanhamento médico nessa fase tem o papel de estabilizar o corpo enquanto a paciente, em psicoterapia, processa o luto.
Recursos em vídeo
Perguntas frequentes
Flying monkey é um diagnóstico?
Não. É termo descritivo, clínico-popular, usado para nomear um fenômeno relacional. Os diagnósticos formais relacionados estão na CID-11 (6D11.5 Transtorno de Personalidade Narcisista) e no DSM-5. Identificar a operação dos flying monkeys ajuda a descrever a dinâmica e a planejar o cuidado, não substitui avaliação diagnóstica.
Toda pessoa que defende o agressor é um flying monkey?
Não. Discordância pontual em situações específicas pode ser opinião legítima, mesmo que dolorosa. O que caracteriza o flying monkey é o padrão: pressão repetida, conteúdo alinhado ao agressor, timing coordenado, ausência de interesse real na sua perspectiva.
Posso converter um flying monkey?
Em alguns casos de flying monkey cego (de boa-fé), com informação clara e tempo, sim. Em flying monkeys conscientes, a literatura é consistente em mostrar que a tentativa custa energia significativa e raramente produz resultado. A regra clínica é simples: gaste pouco, observe a resposta, ajuste rápido.
Como saber se a minha família virou flying monkey?
Sinais sugestivos: pressão sistemática para volta sem perguntar pelo seu sofrimento, repetição de argumentos do agressor, minimização do abuso, recusa em ouvir relatos detalhados, transmissão de mensagens “dele”. Em quadros leves, conversa estruturada pode reorganizar. Em quadros graves, contato mínimo formal pode ser necessário.
Devo confrontar publicamente os flying monkeys?
Em geral, não. Confrontação pública alimenta a smear campaign do agressor (parece que você é “explosiva”). A regra clínica é proteger seu sistema nervoso, não vencer o argumento. Documente, bloqueie quando indicado, comunique-se apenas com pessoas que oferecem aliança real.
Flying monkeys também aparecem em ambiente de trabalho?
Sim, especialmente quando o agressor está no mesmo ambiente profissional ou tem rede em comum. Padrões observados: comentários estratégicos sobre você, exclusão de reuniões, pressão por “perdão”, queixas indiretas ao chefe. A documentação por escrito é proteção fundamental nesses casos.
Como o fenômeno se relaciona com TEPT complexo?
Exposição prolongada a flying monkeys é forma de violência interpessoal repetida e indireta, exatamente o tipo de cenário descrito como fator desencadeante de TEPT complexo (CID-11 6B41). O questionário ITQ adaptado em português serve como ferramenta inicial de rastreio.
Existem flying monkeys em famílias com pais narcisistas?
Sim, e é um dos cenários mais frequentes em consultório. Irmãos, parentes, “filhos de ouro” da família frequentemente assumem o papel quando o filho adulto tenta estabelecer limites com pai ou mãe narcisista. A dinâmica é a mesma, com particularidades clínicas adicionais ligadas ao sistema familiar de origem.
Quando procurar ajuda médica
Procure médica especialista em Clínica Médica se: pressão arterial alterada, queda capilar marcada, alterações menstruais, dor torácica funcional, sintomas gastrointestinais persistentes, distúrbios do sono, perda ou ganho de peso significativo, exames laboratoriais alterados (PCR ultrassensível, cortisol, perfil tireoidiano).
Procure psicóloga especialista em trauma se: sintomas de TEPT-C (revivências, evitação, hipervigilância, desregulação afetiva, autoconceito negativo, dificuldade relacional), dissociação, embotamento afetivo. Procure psiquiatra se: ideação suicida, depressão grave, sintomas dissociativos significativos, sintomas refratários ao tratamento psicoterápico inicial.
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Última revisão clínica: abril de 2026. Conteúdo educacional, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não substitui consulta médica individualizada.