Homens em relações abusivas: sinais, apoio e cuidado

Homens em relações abusivas: sinais, apoio e cuidado
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Dr. Anderson Contaifer

Médico · CRM-SC 24.484 · Especialista em Clínica Médica · RQE 18.790. Graduado pela EMESCAM em 2012, com título de especialista em Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), em 2019. Atende adultos exclusivamente por teleconsulta, com avaliação individual das repercussões físicas e emocionais de relacionamentos abusivos e do estresse prolongado. Criador do Programa Quebrando as Algemas e de conteúdo educativo sobre relacionamentos abusivos, limites e autocuidado.

Informação para entender relações abusivas e cuidar da sua saúde

Homens podem sofrer violência e controle em relações íntimas, e merecem ser ouvidos quando procuram ajuda. Não é necessário comprovar que a outra pessoa tenha um transtorno de personalidade para falar sobre ameaças, humilhação, coerção ou medo.

A expressão “abuso narcisista” é usada na divulgação para descrever algumas relações abusivas. Ela não estabelece um diagnóstico e não define quais consequências de saúde uma pessoa terá. O atendimento precisa considerar sua história e as situações concretas que está vivendo.

Por que pode ser difícil pedir ajuda?

Uma revisão de estudos qualitativos sobre homens que viveram violência doméstica identificou barreiras relacionadas, entre outros aspectos, ao medo de não serem acreditados, ao constrangimento e às experiências com serviços de apoio. São relatos e temas encontrados nos estudos; não descrevem todos os homens nem fornecem uma estimativa de quantos homens brasileiros sofrem violência. Huntley e colaboradores, 2019.

Se você receia ser ridicularizado, pode começar dizendo que precisa conversar de forma privada sobre uma relação que está afetando sua saúde. Não é necessário chegar com toda a história organizada.

Quais comportamentos vale a pena descrever?

Relate o que aconteceu: ameaças, pressão para aceitar algo, humilhações, invasão de privacidade ou impedimentos para manter contato com outras pessoas. Também explique se há medo de uma reação. Esses relatos ajudam a compreender suas necessidades; não servem para diagnosticar alguém que não foi avaliado.

Uma pessoa pode ter atitudes afetuosas e também causar dano. Reconhecer um episódio de violência não exige negar todos os momentos positivos da relação. Por outro lado, uma discordância isolada não confirma um padrão abusivo ou um transtorno.

Homens e mulheres apresentam as mesmas consequências?

Não é adequado supor um quadro idêntico para todas as pessoas, nem dividir sintomas em uma lista fixa por gênero. Sono, humor, uso de álcool, sexualidade e funcionamento diário podem ser discutidos conforme a experiência individual. Uma avaliação também procura outras causas possíveis para as queixas.

Ter passado por uma relação abusiva não confirma TEPT ou TEPT-C. Esses diagnósticos exigem critérios próprios. Você também pode precisar de cuidado sem ter um desses transtornos. Leia como o TEPT-C é avaliado.

Como buscar cuidado?

Procure um serviço de saúde ou profissional habilitado para avaliar o que mais interfere na sua vida. Explique se consegue falar em privacidade, se existe violência em curso e qual tipo de ajuda está buscando. Dependendo da situação, pode ser necessário atendimento presencial, psicoterapia, outra especialidade ou apoio jurídico e social.

Decisões sobre moradia, separação, guarda ou medidas de proteção dependem das circunstâncias e de orientação individual. Nenhum artigo pode escolher por você uma estratégia segura. Não confronte alguém para provar um diagnóstico se isso puder aumentar o risco.

E se a situação for urgente?

Em perigo imediato, procure proteção e acione o 190. Em emergência de saúde, o SAMU atende pelo 192. Se você estiver em risco de se machucar, busque atendimento de emergência e apoio de alguém de confiança. Não espere uma vaga de teleconsulta nem use o curso como suporte a uma crise.

Fontes e limites

Huntley A et al. Help-seeking by male victims of domestic violence and abuse (DVA): a systematic review and qualitative evidence synthesis. BMJ Open. 2019;9:e021960. DOI: 10.1136/bmjopen-2018-021960. A revisão trata de experiências de busca de ajuda; não é um teste de personalidade nem uma comparação que permita afirmar que homens e mulheres têm consequências clínicas equivalentes.

Informação ou cuidado individual: qual é sua necessidade agora?

Para estudar relações abusivas, limites e autocuidado, conheça o Programa Quebrando as Algemas, curso educativo com acesso vitalício ao conteúdo adquirido na Hotmart. Ele não diagnostica nem trata transtornos e não inclui atendimento individual.

Se você procura avaliação da sua saúde, leia como funciona a teleconsulta de Clínica Médica com o Dr. Anderson Contaifer. Curso e consulta são serviços separados. Necessidades de exame físico, urgência ou outras especialidades exigem o encaminhamento adequado.

Atualizado em 10 de setembro de 2026. Dr. Anderson Contaifer · Médico · CRM-SC 24.484 · Especialista em Clínica Médica · RQE 18.790 · Título pela SBCM. Informação educativa, sem diagnóstico individual por este texto.

Você sofre ou sofreu abuso narcisista? O Dr. Anderson Contaifer pode ajudar.

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Sobre o autor

Dr. Anderson Contaifer de Carvalho
Médico · CRM-SC 24.484 · Especialista em Clínica Médica · RQE 18.790. Graduado pela EMESCAM em 2012, com título de especialista em Clínica Médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), em 2019. Atende adultos exclusivamente por teleconsulta, com avaliação individual das repercussões físicas e emocionais de relacionamentos abusivos e do estresse prolongado. Criador do Programa Quebrando as Algemas e de conteúdo educativo sobre relacionamentos abusivos, limites e autocuidado.

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